O que achamos de O Despertar da Força (sem spoilers)!

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Na madrugada desse belo dia 17 de dezembro, assistimos a primeira sessão de O Despertar da Força no Cinemark do Plaza Shopping Niterói. O ambiente pré, durante e pós-filme estava lindo graças a presença dos fãs, que lotaram o shopping desde as 20h. Ainda hoje, vamos contar tudo o que rolou.

Mas, vamos ao filme!

Para começo de conversa, temos que lembrar que foram 10 anos sem um novo filme de Star Wars. Essa espera poderia ser ainda mais longa se a Disney não tivesse comprado a Lucasfilm, visto que George Lucas não havia intenções claras de realizar novos episódios. Os 10 anos, somados a frustrações com a trilogia prequela, geraram uma grande expectativa entre todos nós sobre O Despertar da Força. Se desse certo, o filme acalmaria os corações dos fãs e daria novo fôlego para a saga. Se desse errado, bem…nem chegamos a pensar nisso. A boa notícia é que o filme deu certo. E muito certo.

O Despertar da Força é o produto direto de uma geração que se apaixonou pelo cinema com Star Wars. O filme é feito com muito respeito a primeira trilogia, resgatando o seu formato de narrativa e magia. O abuso de efeitos especiais em detrimento a história, um dos pontos fracos dos episódios I, II e III, não se repete aqui. Cada personagem, cada local, cada veículo são feitos de forma prática e com o design improvável característico da franquia. Um símbolo disso é mostrado logo no início do filme, no planeta Jakku. Um nativo utiliza um monstro como transporte e esse monstro mal consegue andar, tamanha a sua esquisitice. A Millenium Falcon, um dos maiores ícones da saga, sempre foi referida como “lata velha” e não funciona direito. Todos lembram da dificuldade que Han Solo sempre encontrava para entrar na velocidade da luz, certo? Pois é, isso é Star Wars.

E esse resgate é mérito de J.J.Abrams. O diretor assistiu ao filme de 1977 ainda jovem e se declara um fã apaixonado da saga. O Despertar da Força parece ter sido feito por esse jovem J.J. É como se ele tivesse saído de uma sessão de cinema de Uma Nova Esperança e feito uma continuação. Toda a essência dos primeiros filmes estão lá. Isso pode soar para muitos como uma repetição. Mas é através da homenagem ao que foi feito no passado que o Episódio VII se apoia, abrindo caminho para o novo. Podemos dizer, assim, que em alguns momentos O Despertar da Força é uma continuação, outros um reboot e um tributo.

Os personagens clássicos – Han Solo (Harrison Ford), Leia (Carrie Fisher) e Luke (Mark Hamill) – não estão no filme apenas para passar o bastão. Cada um tem a sua importância na continuidade da história que, como a presidente da Lucasfilm, Kathleen Kennedy, já havia informado, continua focada na família Skywalker. Solo ocupa a posição exercida por Obi-Wan Kenobi no primeiro filme. É ele o responsável por ensinar e contar a história para Rey e Finn, criando uma figura paterna até então não vista no personagem. Mas, claro, Solo continua o contrabandista de sempre e o seu humor proporciona algumas das melhores cenas do filme. Mesmo os personagens secundários reforçam o seu espaço. Os stormtroopers não são aqueles soldados frios e “clônicos” que vimos na trilogia prequela. Eles são implacáveis, sim, mas conversam sobre veículos novos nas horas vagas ou fogem quando o chefe está bravo. Quem não viu isso antes?

Já os personagens novos, liderados por Rey (Daisy Ridley), Adam Driver (Kylo Ren), Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac), se comportam muito bem e entram no universo de Star Wars com leveza e familiaridade. É como se eles já estivessem lá desde 1977. Rey é a melhor personagem do novo time e isso é importantíssimo para a saga. Em todos os filmes, sempre tivemos personagens femininas fortes, seja Leia ou Padme (Natalie Portman). No entanto, as mulheres nunca foram protagonistas. Agora, toda a trama gira em torno de Rey, que é o Luke Skywalker do momento como todos os trailers já indicavam. A dupla formada com Finn é ótima e a química entre os dois atores é facilmente percebida. Kylo Ren é um ótimo vilão, descontrolado, confuso e perigoso. Será interessante acompanhar a sua evolução nos próximos filmes.

O pequeno droide BB-8 rouba a cena. O robozinho é o mais humano até aqui. Isso pode ser visto em cada movimento, barulho e olhar, o que comprova a vontade de J.J. Abrams de tornar o personagem facilmente reconhecido e imitado por uma criança. A pirata Maz Kanata (Lupita Nyong’o) funciona como uma figura sábia, algo próximo a Yoda. Quem decepciona um pouco é Capitã Phasma (Gwendoline Christie), que pouco faz no filme.

E a Primeira Ordem? A organização funciona como o Império dos filmes anteriores, porém um pouco mais agressiva. É como se o terrorismo circulasse nas veias da facção. Muita gente falou que a história da formação da Ordem não foi explicada no filme. Ok, até concordamos. Mas, devemos levar em conta dois fatores: o primeiro filme de Star Wars também não explicava o Império. Sabíamos que ele existia, era cruel e ponto. O segundo motivo é que a Disney precisa vender, e não só nos cinemas. A presidente da Lucasfilm já disse que existe um departamento exclusivo para a criação do novo Universo de Star Wars, englobando filmes, quadrinhos, séries, animações, games. Assim, teremos que buscar detalhes também nesses veículos, o que é ótimo.

As cenas de ação estão ótimas, como sempre. E a tecnologia e efeitos especiais, poupados em boa parte do filme, são usados para abrilhantar esses trechos. Isso não significa, no entanto, que tudo fica artificial. A Millenium Falcon tirando areia do deserto de Jakku e as X-Wings gerando jatos nas águas são sequências de encher os olhos.

Enfim, O Despertar da Força é o filme que os fãs precisavam. Tem tudo o que gostamos nos anteriores e o que queríamos ver novamente. O filme tem falhas? Tem, mas nada que importe e que já não seja corriqueiro nos outros capítulos da saga. O que importa mesmo é que Star Wars está de volta e dessa vez com todas as suas glórias.

Ps.: Fizemos um vídeo logo na saída do cinema. Assista aqui:

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12 Comentários

  1. Concordo em algumas partes….porem discordo em um modo geral….eu acho que voltar a nao usar CGI foi uma otima ideia principalmente para quem eh fa de verdade do filme. O foco foi bem atendido. Porem existem algumas coisas que nao concordei, como dar a um vilao como kylo ren, uma certa imaturidade a ponto de as vezes passar a imagem de um bebe chorao. Como pode um vilao que precisaria ocupar o espaco e o prometeu em sequencia de darth vader, mesmo tendo todo treinamento por parte do luke, e em seguida pelo lado sombrio atraves de tudo q vimos, nao dar conta quando se existe as unicas duas batalhas em lightsabers em que foi lhe posta ?! (outro fato decepcionante para mim.) Uma, ele luta contra alguem q nao tem a menor experiencia em usar a forca, e mesmo assim passa um sufoco, e a outra contra nossa rey, que nunca havia tido um treinamento na vida, e ja na primeira batalha mostra ser superior a ele ? nao me passou ser um vilao de verdade e que esperamos. Outro fator que pecaram muito, foi por se tratar da “nova ordem”, pq entao nao aparecerem naves novas no filme ? oq vimos foram as mesmas tie fighters com roupagem diferente, a mesma imperial destroyer dos filmes anteriores, e a unica coisa nova no filme que seria de tirar o folego, no caso a starkiller, pasmem ! eh destruida logo no primeiro episodio dessa trilogia de uma forma muito facil, ao contrario da tao tradicional estrela da morte, que tinha 1/10 de seu tamanho e perdurou quase que praticamente 6 filmes. Nao quero falar mto sobre o restanto do que penso pois seria dar spoiler demais…e farei isso quando achar q todos ja tenham visto o filme. No mais eu realmente espero que os proximos episodios foquem em historias mais profundas, nao mto superficiais como foram nesse filme (num desespero doido de mostrar tudo em 2 hrs e pouca) e que cada ser, personagem tanto da forca quando da primeira ordem, tenham um peso de verdade, digno de concorrer ate mesmo a um oscar.

      • Não é um vilão em formação. Ele é o MESTRE dos cavaleiros de Ren.
        Concordo que há uma falha grave, onde Kylo Ren apanha e luta com muitas dificuldades contra pessoas sem treinamento nenhum. Isso é fato!

  2. Só li verdades aqui e bobagens de fãs xiitas em outros lugares. Perdeita2análise sem spoilers. Queria discordar de algo, mas não dá.

  3. Assino embaixo, o final lme supera as espectativas e salva a franquia para sorte das futuras gerações, no auge dos meus 44 anos já me sinto realizado e privilégiado por ainda ver este último no cinema… Se tudo der certo quem sabe o próximo em 2017 abraços, apresentado de natal este filme 🙂

  4. Assino embaixo, o filme supera as espectativas e salva a franquia para sorte das futuras gerações, no auge dos meus 44 anos já me sinto realizado e privilégiado por ainda ver este último no cinema… Se tudo der certo quem sabe o próximo em 2017 abraços, apresentado de natal este filme 🙂

  5. Sinceramente achei a narrativa muito linear, sem a complexidade de star wars, a maior parte dos atores não convence (a exceção de Han Solo e Red), mesmo Kylo Ren deixa a desejar. Não há conflitos filosóficos ou cenas de ação épicas. Um filme bom para fãs, só isso. Não por acaso J.J Abrams resolveu não dar continuidade. Enfim, George Lucas fez falta.

    • George Lucas fez falta na direção?? rsrsrsrs. Os melhores filmes ep V e VI não foram dirigidos por George Lucas.

      Já os piores I, II e III foram dirigidos por ele… tirem suas próprias conclusões.

      Ep. IV foi o único dirigido por ele que foi bom….

  6. As únicas coisas que não curti no filme foi a destruição prematura da starkiller, e o ator que faz o Kylo Ren. Achei que ele não convenceu com máscara, sem máscara pior ainda, sem contar que não parece nem um pouco com os pais.
    Mas isso é detalhe! No geral o filme foi sensacional.

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