Carrie Fisher e Elvis Presley não morreram

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Parece que a polêmica agora no momento é a aparência da General Leia em computação gráfica no Episódio IX, já que Carrie Fisher infelizmente nos deixou, e sua aparição física não será mais possível. No entanto ela havia gravado toda a sua participação para o Episódio VIII, segundo os roteiristas e produtores da Lucasfilm, ela teria um propósito muito maior no nono filme. Agora todos se veem presos em reuniões para decidirem o que fazer, entretanto a Lucasfilm já divulgou uma nota esclarecendo que, até o momento, não será feito nenhum trabalho em CGI da atriz, respeitando-se é claro, a decisão da família e tudo o que Carrie representou para a saga. Levando em conta que o trabalho feito em Rogue One para reproduzir o rosto do ator Peter Cushing e o da própria Fisher provaram que essa tecnologia será mais estudada e quem sabe até mais desenvolvida em produções futuras, até mesmo para outras franquias. Lembrando que não estou aqui discutindo se é ético ou não, a propósito a Lucasfilm teve a aprovação da família de Peter e Carrie ficou muito feliz com o resultado final da Leia.

Não faz muito tempo o ator Paul Walker também nos deixou e seu rosto foi feito em computação em um filme da franquia Velozes & Furiosos na qual ele trabalhava. Pelo menos, aparentemente, essa criação está sendo mais aceita na questão ética do que a clonagem. Em 1997 quando clonaram a ovelha Dolly, praticamente houve uma revolução no campo científico, religioso e ético, as pessoas se perguntavam, e agora? Poderemos um dia clonar e trazer de volta à vida nossos entes queridos que morreram? Acho que para o cinema podemos responder essa pergunta. Quando o assunto é criar quase que inteiramente em CGI expressões e emoções de atores falecidos para que seus personagens apareçam nas telonas, isso faz com que a maioria dos fãs goste da experiência.

Lembro-me que na época da Dolly, Elvis Presley e John Lennon eram os artistas mais cotados para serem clonados. Diferente de Kamino, a clonagem ainda é um assunto muito delicado mesmo hoje em dia, mas a questão agora é: reproduzir atores em CGI será a nova onda do cinema, mais do que o 3D? E quanto a General Leia, a teremos no Episódio IX reproduzida em CGI? Rogue One provou que a reprodução em CGI pode ser realmente muito satisfatória, com uma parcela de fãs que gostariam de vê-la no nono episódio dessa forma novamente e a outra parcela não, eu me incluo na que quer, inclusive voltando aos palcos, já tivemos shows de Elvis Presley na qual o astro foi reproduzido holograficamente, com o Rei do Rock interagindo com o público e tudo. E quem não gostaria de ver John Lennon e George Harrison reproduzidos holograficamente e tocando “ao vivo” com os outros Beatles remanescentes? O fato é que questões éticas e morais devem continuar a serem discutidas tanto no ramo da clonagem quanto na computação gráfica. No entanto viva o futuro, viva o século XXI e suas revoluções tecnológicas, pois enquanto novos mecanismos forem feitos para trazer de volta nossos ídolos à vida, não importa quem sejam, sempre poderemos dizer a plenos pulmões que Carrie Fisher e Elvis Presley não morreram.

Frase de Star Wars que não está em Star Wars:

“Carrie Fisher não morreu, ela só voltou pra casa”. Por Agente K

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Sobre o autor

Marcelo Mesquita é membro do Conselho Jedi do Rio de Janeiro e apaixonado por Star Wars.

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